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Sistema de Bibliotecas do Instituto Guimarães Rosa
Catálogo Bibliográfico

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838.6 G648 dou 1993


  

Doutrina das Cores

[LIV]. --
São Paulo :

Nova Alexandria

, . --

  A filosofia do século XVII, nas suas versoes racionalista e empirista, com o corte que fazem entre qualidades primárias e secundárias: não podia ver a cores como problema do pensamento. A naturaleza pouco misteriosa das cores era perfeitamente analisável no campo da Física ou da Óptica. Já no século XVIII, com Hume, as cores parecem constituir-se numa bizarra exceção as leis associativas que constróem o mundo da experiencia. E, em nosso século Wittgenstein chegará a idéia (incompreensível do ponto de vista clássico) de uma lógica das cores.

Nessa história da concepção das cores, a Dutrina de Goethe (a que o leitor brasileiro tem agora acesso na tradução de Marco Giannotti), ocupa um lugar crucial. Pertencendo ao genero peculiar da Naturphilosophie (que seria privilegiado pelo Romantismo Alemão), a Doutrina das Cores contrapoe-se a uma perspectiva estritamente físico-matemática, sugerindo que a óptica de Newton é cega para as cores. Goethe pretende fazer obra científica, mas sobretudo, redescobre a cor como fenomeno da experiencia vivida -essa experiencia cuja verdade só emerge de maneria pura com a pintura. Não se trata mais de uma física de luz e não se trata ainda de uma lógica das cores. Talvez pudéssemos dizer -com o risco de algum anacronismo -que, com este grande clássici da literatura e da filosofía, es esboça, pela primera vez de forma sistemática, uma fenomenologia do visível.
  ISBN: 8586075620

  1. 
Escritos alemanes varios. 1750-1832, siglo XVIII; período clásico, período romántico.
; 2. 
Filosofia
I.

  (17) Inv.: 001177 S.T.: 838.6 G648 dou 1993
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GOETHE, Johann Wolfgang von
Doutrina das Cores [LIV]. -- São Paulo : Nova Alexandria, 1983

A filosofia do século XVII, nas suas versoes racionalista e empirista, com o corte que fazem entre qualidades primárias e secundárias: não podia ver a cores como problema do pensamento. A naturaleza pouco misteriosa das cores era perfeitamente analisável no campo da Física ou da Óptica. Já no século XVIII, com Hume, as cores parecem constituir-se numa bizarra exceção as leis associativas que constróem o mundo da experiencia. E, em nosso século Wittgenstein chegará a idéia (incompreensível do ponto de vista clássico) de uma lógica das cores.

Nessa história da concepção das cores, a Dutrina de Goethe (a que o leitor brasileiro tem agora acesso na tradução de Marco Giannotti), ocupa um lugar crucial. Pertencendo ao genero peculiar da Naturphilosophie (que seria privilegiado pelo Romantismo Alemão), a Doutrina das Cores contrapoe-se a uma perspectiva estritamente físico-matemática, sugerindo que a óptica de Newton é cega para as cores. Goethe pretende fazer obra científica, mas sobretudo, redescobre a cor como fenomeno da experiencia vivida -essa experiencia cuja verdade só emerge de maneria pura com a pintura. Não se trata mais de uma física de luz e não se trata ainda de uma lógica das cores. Talvez pudéssemos dizer -com o risco de algum anacronismo -que, com este grande clássici da literatura e da filosofía, es esboça, pela primera vez de forma sistemática, uma fenomenologia do visível.
ISBN: 8586075620

1. Escritos alemanes varios. 1750-1832, siglo XVIII; período clásico, período romántico.; 2. Filosofia I. GIANNOTI, Marco

(17) Inv.: 001177 S.T.: 838.6 G648 dou 1993
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