Paulo Benjamin de Oliveira não: era "O Professor Paulo". Pelo menos é como a turma da antiga se refere ao principal fundador da Portela: un homem elegante e de gestos firmes, que não admitia o estereótipo pejorativo criado para o sambista de morro. camisa listrada, calça remendada, chapéu de palha, tamanco e tamborim na mão. Sua preocupação com a gente de morro fez de Paulo da Portela mais do que um líder de sua comunidade: sua palavra de ordem encontrava eco em todas jurisfiçoes onde se fazia samba, e sua luta pela dignificação do sambista é hoje alvo de uma profunda reflexão quando se ve que muitas escolas perderam seus rumos, relegando ao esquecimento figuras do porte do Porfessor Paulo ou de Mestre Candeia. Essa luta política que se travava nos bastidores nos permite entender porque é hoje um símbolo tão forte quanto a velha jaqueira ou a águia que abre os desfiles e também as cores azul e branco da Portela. E pela trajetória que traça da Escola e de seu principal fundador, poderia esta reedição ter um subtítulo "de Paulo de Portela a Paulinho da Viola". É ler para entender porque.
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SILVA, Marília Trindade Barboza da (1947-...)
Paulo da Portela : Traço de União entre Duas Culturas [LIV]. -- 2° Edição. -- Rio de Janeiro : Fundação Nacional de Arte (FUNARTE); Instituto Nacional de Música (INAMU), 1989
Paulo Benjamin de Oliveira não: era "O Professor Paulo". Pelo menos é como a turma da antiga se refere ao principal fundador da Portela: un homem elegante e de gestos firmes, que não admitia o estereótipo pejorativo criado para o sambista de morro. camisa listrada, calça remendada, chapéu de palha, tamanco e tamborim na mão. Sua preocupação com a gente de morro fez de Paulo da Portela mais do que um líder de sua comunidade: sua palavra de ordem encontrava eco em todas jurisfiçoes onde se fazia samba, e sua luta pela dignificação do sambista é hoje alvo de uma profunda reflexão quando se ve que muitas escolas perderam seus rumos, relegando ao esquecimento figuras do porte do Porfessor Paulo ou de Mestre Candeia. Essa luta política que se travava nos bastidores nos permite entender porque é hoje um símbolo tão forte quanto a velha jaqueira ou a águia que abre os desfiles e também as cores azul e branco da Portela. E pela trajetória que traça da Escola e de seu principal fundador, poderia esta reedição ter um subtítulo "de Paulo de Portela a Paulinho da Viola". É ler para entender porque.
1. Música dos Grupos Étnicos do Brasil; 2. História da Música Brasileira I. MACIEL, Lygia Santos