Surgindo paralelamente à filosofia, a arte da memória foi criada pelo poeta Simonides de Ceos por volta de 500 a.C. A partir de então, passou a fazer parte do currículo das escolas do mundo greco-romano. Enquanto o estudo da filosofia fornecia os meios para lidar adequadamente com os conceitos, a mnemônica visava à função igualmente importante de ensinar como usar imagens mentais (imaginae agentes) e a carga emocional a elas associada para aprimorar os processos de recordação, facilitar as operações intelectuais e contribuir para a formação da personalidade. Após seu declínio no final da Antiguidade, a arte da memória ressurgiria, graças à Escolástica, como parte da virtude da prudência, e culminaria no Renascimento com o impulso do Hermetismo, do Neoplatonismo e do Lullismo. Tendo caído no esquecimento desde o século XVIII, a mnemônica voltou a ser foco de atenção, em grande parte, graças a Frances A. Yates, que neste livro narra de forma esclarecedora a história dessa arte singular. Particularmente originais são os capítulos dedicados à arte de Ramon Llull, ao Teatro da Memória de Giulio Camillo, aos sistemas de Giordano Bruno e à relação da mnemônica com a pintura e a arquitetura.
ISBN: 9788526807686
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YATES, Frances Amelia (1899-1981)
A Arte Da Memória [LIV]. -- São Paulo : Editora da UNICAMP, 2007
Surgindo paralelamente à filosofia, a arte da memória foi criada pelo poeta Simonides de Ceos por volta de 500 a.C. A partir de então, passou a fazer parte do currículo das escolas do mundo greco-romano. Enquanto o estudo da filosofia fornecia os meios para lidar adequadamente com os conceitos, a mnemônica visava à função igualmente importante de ensinar como usar imagens mentais (imaginae agentes) e a carga emocional a elas associada para aprimorar os processos de recordação, facilitar as operações intelectuais e contribuir para a formação da personalidade. Após seu declínio no final da Antiguidade, a arte da memória ressurgiria, graças à Escolástica, como parte da virtude da prudência, e culminaria no Renascimento com o impulso do Hermetismo, do Neoplatonismo e do Lullismo. Tendo caído no esquecimento desde o século XVIII, a mnemônica voltou a ser foco de atenção, em grande parte, graças a Frances A. Yates, que neste livro narra de forma esclarecedora a história dessa arte singular. Particularmente originais são os capítulos dedicados à arte de Ramon Llull, ao Teatro da Memória de Giulio Camillo, aos sistemas de Giordano Bruno e à relação da mnemônica com a pintura e a arquitetura.
ISBN: 9788526807686